A Revista de Estudos Brasileiros, editada porEdiciones Universidad de Salamanca, em colaboração com a Universidade de São Paulo, é um canal de expressão acadêmico dinâmico e aberto a todas as pessoas interessadas nos mais diversos aspectos que configuram a identidade do Brasil, nos âmbitos das Humanidades, Ciências Sociais e Jurídicas.
O objetivo da revista é incentivar e estabelecer discussões acadêmicas e científicas, divulgar pesquisas, constituindo uma plataforma em estudos brasileiros. Esse objetivo revela significativa importância, em razão do desenvolvimento dos estudos brasileiros como nova área do conhecimento acadêmico. Consequentemente, crescem as iniciativas de colaboração em pesquisas acadêmicas conjuntas entre distintas universidades, e nesse contexto de intercâmbio de ideias entre comunidades acadêmicas de brasilianistas dentro e fora do Brasil, a Revista de Estudos Brasileiros ocupa um espaço ativo e dinâmico.
Definida a linha editorial da REB, seus destinatários diretos são os acadêmicos que estudam o Brasil, além de usuários que, por sua atividade profissional, possam ter algum interesse específico pela realidade brasileira. Trata-se de uma revista de periodicidade semestral. Em cada número, além do editorial e de uma seção geral, formada por artigos aprovados a partir do sistema de double-blind peer review (revisão anônima por pares externos) que tratem de temas relacionados à linha editorial, publicamos uma entrevista com um personagem relevante da intelectualidade brasileira ou do brasilianismo internacional e um dossiê que trate de um tema em profundidade. A revista também inclui uma seção de resenha de livros sobre os temas abordados pela revista.
Edição Atual
v. 12 n. 25 (2025): Primeiro Semestre
A Revista de Estudios Brasileños publica seu número 25 dando continuidade ao conjunto de trabalhos apresentados no III Congresso Internacional de Ciências Sociais e Humanas "Brasil 1824–2024: entre centralismo e descentralização", realizado pelo Centro de Estudios Brasileños da Universidad de Salamanca em junho de 2024. Esta edição reafirma o compromisso da revista com a divulgação de pesquisas interdisciplinares que contribuem para a compreensão da realidade brasileira em suas múltiplas dimensões históricas, políticas, sociais e culturais.
Inspirados pelo bicentenário da Constituição de 1824, os artigos reunidos neste volume analisam diferentes manifestações das tensões entre centralização e descentralização que marcaram a formação do Estado brasileiro e continuam presentes nos desafios contemporâneos do país.
Os primeiros estudos revisitam a construção do pensamento político nacional, abordando o papel do Estado nas ideias de Alberto Torres e o contexto histórico da primeira Constituição brasileira. A discussão avança para a realidade política recente com uma análise das bases ideológicas do governo Jair Bolsonaro e de seus eleitores, bem como para as transformações nas relações entre Estado e sociedade proporcionadas pela digitalização da administração pública por meio do portal Gov.br.
Questões relacionadas ao território, à governança e ao desenvolvimento ocupam lugar de destaque nesta edição. Os artigos examinam experiências de desenvolvimento territorial na Bahia, formas de participação política nas periferias metropolitanas do Rio de Janeiro, processos históricos de formação territorial na Amazônia e propostas metodológicas para o estudo do complexo industrial da saúde em escala global.
O volume também dedica especial atenção às políticas públicas. São discutidas as respostas da Atenção Primária à Saúde durante a pandemia da covid-19 no Nordeste brasileiro, evidenciando os desafios impostos pelas desigualdades regionais. No campo da educação, diferentes perspectivas analisam as políticas educacionais brasileiras, a produção científica desenvolvida nos Institutos Federais e os impactos das reformas neoliberais sobre a formação inicial de professores.
Encerrando a edição, um estudo sobre o Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), o jornal O Estado de S. Paulo e o Estado Novo evidencia as relações entre industrialização, organização do trabalho e formação do trabalhador brasileiro.
Em conjunto, os trabalhos publicados neste número demonstram a vitalidade dos estudos brasileiros contemporâneos e oferecem importantes contribuições para compreender os processos históricos e institucionais que moldam o Brasil, fortalecendo o diálogo interdisciplinar que orienta a missão da Revista de Estudios Brasileños.