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Fernanda Emy Matsuda
Universidade de São Paulo
Brasil
Núm. 2 (2016): Antropología del Derecho en Brasil, Artículos, Páginas 60-68
Aceptado: jul 9, 2018
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Resumen

El artículo aborda la responsabilización que se vale de la estrategia de la patologización - asociación del comportamiento criminal a una enfermedad a exigir tratamiento. La aproximación entre los saberes jurídico y médico se ha mostrado bastante provechosa para la construcción de respuestas para el crimen y encuentra, en el terreno contemporáneo del castigo de adolescentes, espacio favorable. Por un lado, las medidas socioeducativas se rigen por criterios subjetivos relacionados a la biografía del individuo, lo que contribuye a la intrusión de la psiquiatría. Por otro lado, la participación de adolescentes en la criminalidad urbana alimenta demandas por el recrudecimiento de las políticas criminales y colabora para la fabricación del "monstruoso". Con base en un caso emblemático, se intenta comprender la reinvención y la instrumentalización del concepto de peligrosidad, producto de la relación entre psiquiatría y derecho penal, para justificar ciertas modalidades de control social dirigidas a aquéllos que come t en c rime si no son necesariamente remitidos al aparato punitivo, como sucede con adolescentes, considerados "inimputables" por las instituciones encargadas de la justicia. Para reconstituir y analizar el caso, los frentes metodológicos adoptados son investigación documental y entrevistas. Los resultados apuntan a la permanencia de la regla de la peligrosidad como un factor central en la gestión diferencial de los ilegales, sobre todo para modular los tipos y los grados de inversión de los dispositivos de castigo.
 

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