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Heloísa Helena Pimenta Rocha
Universidade Estadual de Campinas, São Paulo
Brasil
Biografía
Vol. 28 (2009), Artículos, Páginas 109-134
Cómo citar

Resumen

Este artigo analisa as práticas discursivas e institucionais que se articularam na fabricaçao do corpo do escolar como um corpo hígido e bem conformado, procurando evidenciar as representaçoes do corpo que perpassam as prescriçoes enunciadas em textos produzidos no Brasil, entre o final do sèculo XIX e as décadas iniciais do sèculo XX. Para tanto, elege como fontes textos de Higiene Escolar, destinados aos professores e ás autoridades de ensino, bem como livros de leitura que tinham nas crianças e seus mestres os principais destinatários. A análise dos interditos e constrangimentos prescritos por esses textos evidencia que eles se inscrevem em um projeto de gestao social do corpo infantil. Nesse sentido, no conjunto de regras que poem em circulaçao, as quais recobrem do trabalho sobre as aparências ao funcionamento dos órgaos, o corpo emerge como o resultado de uma construçao, de um equilíbrio entre a carne e o mundo, mediado pela palavra.

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