A Constituição de 1824 e a extinção da Fisicatura-mor: impactos no ensino de farmácia e na fiscalização do mercado de medicamentos

Resumo

Uma das preocupações mais recorrentes dos políticos brasileiros após a Independência, especialmente depois de D. Pedro I outorgar a Constituição do Império do Brasil (1824), foi eliminar quaisquer indícios da administração portuguesa. No campo da saúde pública, as competências da Fisicatura-mor – órgão responsável pela autorização e fiscalização das atividades curativas no Brasil desde o período colonial – foram redistribuídas entre as câmaras municipais e as faculdades de medicina após sua extinção, em 1828. Com base em textos legislativos, atas parlamentares e nos principais debates políticos da época, muitos deles conduzidos por profissionais da saúde, este artigo analisa de que maneira se estruturaram a habilitação dos profissionais da farmácia e a fiscalização do mercado de medicamentos no período posterior à extinção da Fisicatura-mor.

  • Referencias
  • Cómo citar
  • Del mismo autor
  • Métricas
Araújo, C. S. (1954). Figuras e factos na história da farmácia no Brasil português. Editorial Império.

Barbosa, P., & Rezende, C. B. (1909). Os Serviços de Saúde Pública no Brasil. Especialmente na cidade do Rio de Janeiro de 1808 a 1970 (esboço histórico e legislação). Imprensa Nacional.

Dias, J. P. S. (1994). A Farmácia em Portugal: uma introdução à sua história 1338-1938. Associação Nacional das farmácias.

Nogueira, O. (2012). 1824. Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas.

Lima, O. (1986). O Império Brasileiro (1822-1889). Nova Edição.

Peruchi, A. (2023). A Institucionalização da farmácia brasileira: Rio de Janeiro e Bahia, 1808-1891. Editora Fiocruz.

Peruchi, A. (2025). Catálogo comentado das obras de ensino farmacêutico em língua portuguesa (séculos XVIII e XIX). Editora Udesc.

Peruchi, A. (2020). O Regimento dos preços dos medicamentos... na farmácia brasileira oitocentista. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, 27(3), 933-965.

Pimenta, T. S. (1997). Artes de curar – um estudo a partir dos documentos da Fisicatura-mor no Brasil do começo do século XIX [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual de Campinas].

Pimenta, T. S. (2003a). Entre sangradores e doutores: práticas e formação médica na primeira metade do século XIX. Cadernos CEDES, 23(59), 91-102.

Pimenta, T. S. (2019). Médicos e cirurgiões nas primeiras décadas do século XIX no Brasil. Almanack, 22, 88-119.

Pimenta, T. S. (2003b). O exercício das artes de curar no Rio de Janeiro (1828 a 1855) [Tese de doutorado, Universidade Estadual de Campinas].

Pimenta, T. S. (2004). Transformações no exercício das artes de curar no Rio de Janeiro durante a primeira metade do Oitocentos. História, Ciências, Saúde Manguinhos, 11(Supl. 1), 67-92.

Pita, J. R. (1996). Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836). Livraria Minerva.

Rios Filho, A. M. (2000). O Rio de Janeiro Imperial. Topbooks.

Terra, P. C. (2019). Câmaras Municipais no Império: as posturas municipais do Rio de Janeiro sobre o trabalho (1830-1838). In M. S. Magalhães, M. Abreu & P. C. Terra (Ed.). Os poderes municipais e a cidade: Império e República (pp. 157-172). Mauad X.
Peruchi, A. (2026). A Constituição de 1824 e a extinção da Fisicatura-mor: impactos no ensino de farmácia e na fiscalização do mercado de medicamentos. Revista De Estudios Brasileños, 11(24), 83–92. https://doi.org/10.14201/reb202411248392

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Amanda Peruchi

,
Universidade de São Paulo

Pesquisadora de Pós-doutorado Bolsista FAPESP 2022/06767-0 da Universidade de São Paulo (USP, Brasil).

+ −