Los hilos de la memoria: los derechos colectivos a la luz de la Historia

Julie A. CAVIGNAC

Resumen


Los afrodescendientes fueron de gran importancia para el desarrollo económico y social del Nordeste Brasileño. Estos individuos tuvieron como formas y espacios de resistencia, los quilombos y las hermandades negras donde perpetuaron sus prácticas y conocimientos. En el Seridó se tiene registro de la presencia de esas hermandades desde mediados del siglo XIX, sin embargo, a lo largo de los años, la historiografía oficial ocultó a estos individuos y los retrató de forma tal que suavizase su sufrimiento y ocultase los derechos violados. Aquí presentamos algunos elementos que revelan los procesos constitutivos de una amnesia generalizada cuando se habla del tiempo del cautiverio y mostramos los caminos recorridos para recuperar una historia que no fue contada. En este sentido, la memoria colectiva y la tradición cultural nos ayudan en este ejercicio de evocación del pasado, justificando las búsquedas recientes a favor de los derechos territoriales por parte de estas minorías étnicas. El ejemplo de la comunidad quilombola de Boa Vista, que redescubre su pasado, es de gran importancia, pues ilustra la difícil toma de conciencia de una memoria silenciada, así como también aporta a estos grupos nuevos caminos en la búsqueda de los derechos colectivos.

Palabras clave


memoria; esclavitud; tradición; derechos territoriales

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DOI: http://dx.doi.org/10.14201/rea20198117136

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