Teko jeapó, la escuela indígena autónoma del sur de Brasil: innovación etnoinstitucional ¡ahora!

María Cristina SCHEFER

Resumen


En este estudio, reflexionamos sobre el equivocado uso de métricas de la «Sociedad de Consumo» en el manejo de cuestiones que envuelven el modo de vida de los indígenas en el sur de Brasil. Para esto, con metodología de sesgo etnográfico,describimos y analizamos el proceso de organización de una tekoá (aldea) de la etnia Mbyá-Guarani, en el Litoral Norte. Se trata de un movimiento de retomada de área, y en el interior de ella, de construcción de la Teko Jeapó, una escuela autónoma, entendida por los indígenas como fundamental para la preservación de sus valores y costumbres, y garantía del nbanderekó/buen-vivir. Conforme cuentan los indígenas, las propuestas educativas convencionales han traído disarmonía para las aldeas, porque las enseñanzas difieren de la filosofía guaraní. La iniciativa de construcción de esta escuela puede ser entendida tanto como toma de conciencia y de resistencia a una educación hegemónica, así como demanda por una agenda pública a favor de la innovación etnoinstitucional en el
país.

Palabras clave


escuela indígena; sociedad de consumo; relaciones periféricas; innovación etnoinstitucional.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14201/rea20198105116

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