Empoderamento crespo: representações e discursos acerca do corpo/estética de mulheres negras

Resumo

O presente texto é fruto da releitura de duas dissertações: «Formação continuada de professores(as) e relações étnico-raciais/AfroUneb: “experiências” narradas em Santo Antonio de Jesus-Ba», defendida no Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade, na Universidade do Estado da Bahia, campus Salvador e «Empoderamento crespo: um estudo sobre corpo e estética de mulheres negras que participaram do grupo Cresp@s e Cachead@s em Jequié-Ba», defendida no Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus Jequié. Suscita questões relacionadas ao empoderamento do corpo/estética de mulheres negras e objetiva promover uma discussão teórica a partir das epistemologias feministas negras, envolvendo a interseccionalidade, experiência, diferença e amefricanidades, tomando por base alguns estudos de González, 1988; Pacheco, 2012; Brah, 2006; Scott, 1999; Bairros, 1995; Collins, 2018. Buscando entender como estas categorias podem potencializar a construção do empoderamento de mulheres negras, especificamente o empoderamento crespo a partir do fortalecimento e afirmação estética e corporal, este debate endossa a ideia de que apesar da discriminação e hipersexualização de seus corpos, podemos observar que o sentimento de pertencimento e fortalecimento identitário têm reverberado em experiências positivas para muitas mulheres negras, pois, é notório observar uma ênfase positivada na forma como assumem as suas subjetividades em seu vestuário, nos modos de falar e mesmo como se posicionam ao assumirem o cabelo crespo. Todas esse ambiente performático se apresenta em seus diferentes contextos sociais a partir do que elas vivenciam em uma sociedade excludente.

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