¿Mozart era un mutante?: propuestas didácticas sobre la música preexistente en el cine de superhéroes.

Resumen

Con el inicio del siglo XXI se produjo el comienzo de una edad dorada para el cine de superhéroes; especialmente, en las películas basadas en cómics de la editorial Marvel. Su éxito se debe, sobre todo, a la adaptación al cine del concepto de “universo compartido”, lo que permite mostrar personajes y situaciones interrelacionadas. Ello permite conectar con diversas promociones de alumnos, puesto que se trata de personajes presentes en los cines durante las últimas dos décadas. Como muestra de ello, en esta propuesta se incluirán fragmentos de dos películas distantes en el tiempo: X-Men 2 (2003) y Thor: Ragnarok (2017). La popularidad creciente de estos filmes se ve intensificada con un abundante merchandasing y la extensión de este universo a otros audiovisuales de creciente éxito, como las series de televisión. Conectar la cultura audiovisual de los discentes con el entorno académico resulta un elemento motivador y estos audiovisuales forman parte del entorno cotidiano de un alumnado que, además, es bastante diverso. De hecho, y tal como sucede en los cómics, el consumo de estas películas resulta más evidente en etapas como la enseñanza secundaria, el bachillerato y, sobre todo, la enseñanza superior. La propuesta presentada se dirige al último nivel educativo citado.

Las aplicaciones didácticas se van a centrar en la música preexistente utilizada en este tipo de cine. Esto no supone un rechazo a la música de creación original, pero la menor cantidad de música preexistente permite un mayor acotamiento de la propuesta y, especialmente, un significativo recorrido didáctico gracias a las características y connotaciones  que trae consigo esa música. La versatilidad de estos audiovisuales y su pertinencia para un aprendizaje significativo se constata al proponer ejemplos que incluyen tanto música de concierto (Mozart) como popular urbana (Led Zeppelin). Por último, la música preexistente permite unos recorridos didácticos alternativos y unas interesantes opciones de aprendizaje transversal.

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