«Défense absolue d’aller voir le spectacle infernal du sorcier blanc»: a função da narrativa e da metáfora na reconstituição histórica do espetáculo cinematográfico numa aldeia africana

Resumen

As questões que examino neste artigo tem a ver com a reconstrucão histórica de um caso de recepção cultural do cinematógrafo numa aldeia islâmica Africana. Minha análise interpretative deste processo é baseada numa releitura de uma narrativa curta do escritor Amadou Hampâté Bâ. A partir do texto de Bâ levanto uma série de perguntas: como a narrative de Bâ mistura as estruturas enunciativas de um relato na primeira pessoa, os discursos de outros espectadores-personagens e uma descrição histórica? Qual figura do espectador do primeiro cinema ela nos restitui? O discurso, as opiniões e as reações do público naquela aldeia Africana acerca do cinema são diferentes ou semelhantes aos de outros públicos naquele mesmo período? Quais são as determinações e as mediações de ordem sócio-cultural que a narrativa de Bâ nos deixa entrever entre o espetáculo cinematográfico e a «instituição» religiosa? Qual é o papel da metáfora na recepção cultural do cinematógrafo? Parto da hipótese que a narrativa de Bâ pode ser lida e interpretada como uma metáfora e um documento histórico.
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«Défense absolue d’aller voir le spectacle infernal du sorcier blanc»: a função da narrativa e da metáfora na reconstituição histórica do espetáculo cinematográfico numa aldeia africana. (2014). El Futuro del Pasado, 5, 151-162. https://doi.org/10.14516/fdp.2014.005.001.007
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