Convertirse en un dios. La muerte de Augusto y el surgimiento de la monarquía imperial
Resumen
Una de las manifestaciones más destacables de la inteligencia política de la que Augusto hizo gala a lo largo de toda su vida fue la organización de sus propias exequias hasta el más mínimo detalle. Trataba con ello de evitar que se reprodujesen los mismos problemas que siguieron a la muerte de su padre adoptivo Julio César el 15 de marzo del 44 a. C. y de garantizar, al mismo tiempo, el éxito de la primera transmisión dinástica del poder imperial. Este artículo analiza los aspectos políticos de los acontecimientos que tuvieron lugar durante los meses de agosto y septiembre del 14 d. C. en orden cronológico a través de tres etapas: la muerte de Augusto propiamente dicha mediante los relatos ejemplares que le fueron dedicados durante la Antigüedad; el trato a sus restos hasta el traslado de sus cenizas a su mausoleo; su divinización. El mito de Augusto nació el 14 d. C., en el momento mismo en el que la continuidad de la monarquía imperial estuvo de?nitivamente asegurada.
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