Cosmologias guarani e educação escolar: um estudo a partir do contexto do oeste do Paraná
Resumen
Pelo presente artigo analisaremos a relação entre os fundamentos ideológicos das escolas presentes nos tekoha kuêra (aldeias) Avá-Guarani com as cosmologias desse povo. Nosso estudo se debruça sobre o contexto do povo Avá-Guarani na região brasileira fronteiriça com o Paraguai e Argentina. Faremos uso do material bibliográfico sobre os Guarani, em especial as obras que abordam temáticas mitológicas e educacionais cotejadas com as teorias da história indígena, bem como com estudos sobre as mitologias ameríndias e como elas se distinguem das ideologias ocidentais pela oposição complementária. As escolas são, por excelência, o espaço da transmissão e consolidação da ideologia de uma dada sociedade. No caso das sociedades Guarani as escolas são recentes ainda em definição se adotarão as perspectivas próprias de educação ou o modelo capitalista ocidental. Nesse sentido, o artigo analisa em que medida os conceitos da cosmológicos Guarani se fazem presente e como ocorre a confrontação com a ideologia sociedade ocidental.
- Referencias
- Cómo citar
- Del mismo autor
- Métricas
BÍBLIA SAGRADA. (1991). Tradução José Luiz Gonzaga de Prado. Edição Pastoral. São Paulo: Paulus.
BRASIL. (1973). Lei 6001/1973. Recuperado no dia 16 de junho de 2021, de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6001.htm
BRASIL/MEC. (2018) 25 propostas aprovadas e priorizadas – II Coneei. Brasília. (mim).
BRASIL/IBGE. (2001). Indígenas. Recuperado no dia 15 de junho de 2021, de https://indigenas.ibge.gov.br/piramide-etaria-2.html
BRIGHENTI, C. A. (2018). Educação escolar como desafio ao teko Guarani. Revista Artes de educar, 4, 581-598.
BRIGHENTI, C. A. e COSTA, R. P. G. (2018). Nação Guarani e legislações educacionais no panorama trinacional: Brasil, Argentina e Paraguai. Revista Brasileira de Iniciação Científica, 5, 140-160.
BRIGHENTI, C. A. e GONZÁLEZ CÁRDENAS, L. (2018). Los caminos emprendidos por el discurso de la interculturalidad. Pracs: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP, 11, 27-38.
CLASTRES, P. (1979). A sociedade contra o Estado. Investigações de Antropologia Política. 1.ª ed. Porto: Edições Afrontamento.
CLASTRES, P. (2004). Arqueologia da violência. Pesquisas de Antropologia Política. São Paulo: Ed. Cosac & Naify, [1980].
EQUIPE MAPA GUARANI CONTINENTAL. (2016). Caderno Mapa Guarani Continental: povos Guarani na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai. Campo Grande: Cimi.
FOUCAULT, M. (2009). Vigiar e punir: nascimento da prisão. Rio de Janeiro: Vozes.
LANDER, E. (ed.). (2000). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Buenos Aires: UNESCO/CLACSO/FACES UCV.
LÉVI-STRAUSS, C. (1991). Historie de Lynx. Paris: Plon.
MELIÀ, B. (1979). Educação indígena e alfabetização. São Paulo: Loyola.
MELIÀ, B. (2011). Mundo Guarani. Asunción: BID; Ministerio de hacienda.
MELIÀ, B. e TEMPLE, D. (2004). El don, la venganza y otras formas de economía. Asunción: Centro de Estudios Paraguayos «Antonio Guasch».
MIGNOLO, W. (2013). Decolonialidade como o caminho para a cooperação. Revista do IHU, 431, s/p.
NIMUENDAJU UNKEL, C. (1987). As lendas da criação e destruição do mundo como fundamentos da religião dos Apapocúva-Guarani. São Paulo: HUCITEC/EDUSP.
PERRONE-MOISÉS, B. (1992). Mitos ameríndios e o princípio da diferença. Em A. NOVAES, Tempo e História. São Paulo: Companhia das Letras.
SANTOS, S. C. (1975). Educação e Sociedades tribais. Porto Alegre: Movimento.
TOMMASINO, K. (2001). Relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Guarani de Araça’í. Coordenadora e Antropóloga do Grupo Técnico constituído pela Portaria 928 – 06/09/2000. Brasília/DF. Funai/MJ.
VIVEIROS DE CASTRO, E. (2016). Povos Indígenas: Os involuntários da pátria. Recuperado no dia 17 de agosto de 2020, de http://www.ihu.unisinos.br/185-noticias/noticias-2016/554056-povos-indigenas-os-involuntarios-da-patria.
WALSH, C. (ed.). (2003). Estudios Culturales Latino-americanos: Retos desde y sobre la región Andina. Quito: Abya Yala.
Artículos similares
- Evangelina Bonifácio, Ética y educación: la narrativa de la formación del docente , Aula: Vol. 23 (2017): Pedagogía hospitalaria
- Renata Grinfeld, Sanny Silva Da Rosa, Educação do campo: Uma análise com base no índice de oportunidades da educacação brasileira (IOEB) , Aula: Vol. 29 (2023): Expresión corporal y danza educativa
- Alberto Almeida, La autonomía y los grupos de primaria en Portugal: el punto de salir del proceso , Aula: Vol. 16 (2010): Expresión, estética y educación
- João Ruivo, Helena Mesquita, Educación y formación en la sociedad del conocimiento , Aula: Vol. 16 (2010): Expresión, estética y educación
- Cleusa Valério Gabardo, Regina Cely de Campos Hagemeyer, Formación de profesores en Brasil y el proceso de construcción curricular propuesto por supuesto la pedagogía en la UFPR (1996-2011) , Aula: Vol. 20 (2014): Didáctica de la lectura
- Valéria Sousa, Tebet, G. (Org.). (2019). Estudos de bebês e diálogos com a sociologia. São Carlos: Pedro & João Editores, 631 pp. ISBN: 978-85-7993-660-9 , Aula: Vol. 32 (2026)
- Adecir Pozzer, La investigación en educación como experiencia (auto)formativa y decolonial del conocimiento , Aula: Vol. 28 (2022): Educación y decolonialidad: desafíos y posibilidades
- María Helena Palma De Oliveira, Procesos lingüísticos y de interacción en la resolución de división de fracciones por estudiantes de enseñanza secundaria , Aula: Vol. 22 (2016): Museísmo pedagógico
- Isabel Marques , Revisitando a proposta pedagógica da dança no contexto , Aula: Vol. 29 (2023): Expresión corporal y danza educativa
- José Gomes Da Silva, Maria Neide Sobral, Políticas nacionales para la integración de las TIC: un estudio comparado entre Brasil y España , Aula: Vol. 23 (2017): Pedagogía hospitalaria
También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.