(De)colonialidade da ideia de infância na educação latino-americana e caribenha
Resumen
O artigo objetiva reconhecer a importância das categorias infância, vulnerabilidade infantil e (de)colonialidade educativa e apresentar propostas educativas na perspectiva decolonial a partir de leituras reflexivas nascidas no continente latino-americano e caribenho. Através de revisão bibliográfica e análise crítica, as autoras ressaltam aspectos significativos da história da infância no continente, antes e depois da chegada dos colonizadores. Busca-se abordar as relações tecidas por violências, vulnerabilidades e desigualdades de acesso e desenvolvimento, envolvendo crianças em seus diferentes contextos, oriundas das leituras de infância construídas pelos adultos. Neste sentido, (de)colonizar a ideia de infância na educação latino-americana e caribenha tem o intuito de promover novos olhares em relação às crianças em sua totalidade. Um caminho de análise para apreender o nascimento e evolução da ideia de infância, assim como as marcas de (de)colonialidade e vulnerabilização que nela existem, é a revisão das ideias e práticas educativas institucionalizadas ao longo da história. No caso da América Latina e Caribe, essa abordagem pode ser realizada com a aproximação às ideias e práticas educativas surgidas e/ou impostas no continente.
- Referencias
- Cómo citar
- Del mismo autor
- Métricas
ANCHIETA, J. (2014). Carta do Irmão José de Anchieta a Santo Inácio de Loyola. Digesto Econômico, 63(477), 23-24.
COHN, C. (2005). Antropologia da criança. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
CORSARO, W. A. (2011). Sociologia da infância. Porto Alegre: Artmed.
DILTHEY, W. (2010). A construção do mundo histórico nas ciências humanas. São Paulo: UNESP.
DUSSEL, E. (2017). Filosofia da libertação. Crítica à ideologia da exclusão. São Paulo: Paulus.
DURKHEIM, E. (2019). As regras do método sociológico. Rio de Janeiro: Vozes.
FREIRE, P. (1987). Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
FREIRE, P. (2007). Pedagogía de la esperanza. México: Siglo XXI.
GARCEZ, M. C. L. (2019). Territórios e Afetos Roubados: desenvolvimento urbano e processos de des(re)territorializção de pessoas menores de idade em situação de rua e de risco social. Tese de doutorado. Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau.
GENIS, A. D. (2004). La construcción de la identidad en América Latina. Una aproximación hermenéutica. Montevideo: Nordan-cominidad.
GÓMEZ, C. e GROSFOGUEL, R. (2007). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre; Instituto Pensar.
MELIÁ, B. (2010). Educação guarani segundo os Guarani. Em D. STRECK (org.), Fontes da pedagogia latino-americana. Uma antologia (pp. 37-53). Belo Horizonte: Autêntica.
MIGNOLO, W. (2007). La idea de América Latina: La herida colonial y la opción decolonial. Barcelona: Gedisa.
OSPINA-ALVARADO, M. C. et al. (2013). Construcción social de la infancia en contextos de conflicto armado en Colombia. Em V. LLOBET (comp.), Pensar la infancia desde América Latina. Un estado de la cuestión. Buenos Aires: CLACSO.
PASTORAL DO MENOR. (1992). A criança e a igreja no Brasil. Cadernos de Formação n.º 1. Santa Catarina: Dehon.
QUIJANO, A. (1992). Colonialidad y modernidad/racionalidad. Revista del Instituto Indigenista Peruano, 13, 29.
POZZER, S. A. (2018). Infância e (de)colonialidade: reflexões sobre a formação humana. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis.
SCHÉRER, R. (2009). Infantis: Charles Fourier e a infância para além das crianças. Belo Horizonte: Autêntica.
SCHWARCZ, L. M. e GOMES, F. (orgs.). (2018). Dicionário da escravidão e liberdade. 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras.
WALSH, C. (2009). Interculturalidad, estado y sociedad. Luchas (de)coloniales de nuestra época (pp. 14-15). Quito: Abya-Yala.
WALSH, C. (2013). Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir, tomo I. Quito: Abya-Yala.
Artículos similares
- Agnes Iara Domingos Moraes, Cláudio Rodrigues da Silva, Dá pra fazer – problematizações acerca de aspectos da temática trabalho e educação escolar para pessoas com diversidade funcional intelectual , Aula: Vol. 25 (2019): La Inspección de Educación a examen
- Cláudia Battestin, Gustavo Faget Caballero, Francisco Javier Gárate Vergara, Conexiones entre políticas afrodescendientes, currículum y enseñanza desde una perspectiva decolonial y poscolonial , Aula: Vol. 28 (2022): Educación y decolonialidad: desafíos y posibilidades
- Adecir Pozzer, Elcio Cecchetti, Escolas indígenas: contextos, percepções e desafios interculturais , Aula: Vol. 26 (2020): Escuelas diferentes
- Vitor Hugo Mendes, Giro decolonial e educação no contexto latino-americano , Aula: Vol. 28 (2022): Educación y decolonialidad: desafíos y posibilidades
- Renata Grinfeld, Sanny Silva Da Rosa, Educação do campo: Uma análise com base no índice de oportunidades da educacação brasileira (IOEB) , Aula: Vol. 29 (2023): Expresión corporal y danza educativa
- Adecir Pozzer, La investigación en educación como experiencia (auto)formativa y decolonial del conocimiento , Aula: Vol. 28 (2022): Educación y decolonialidad: desafíos y posibilidades
- Cleusa Valério Gabardo, Regina Cely de Campos Hagemeyer, Formación de profesores en Brasil y el proceso de construcción curricular propuesto por supuesto la pedagogía en la UFPR (1996-2011) , Aula: Vol. 20 (2014): Didáctica de la lectura
- Jesús Valverde Berrocoso, El educador social ante el maltrato infantil: Fuentes de información y rol profesional. Un estudio documental , Aula: Vol. 6 (1994)
- Pablo Campos Calvo-Sotelo, Sonia Izquierdo-Esteban, Covadonga Lorenzo-Cueva, Campus inclusivos. Investigación, discapacidad intelectual y arquitectura para la innovación espacial en la universidad , Aula: Vol. 31 (2025)
- Cristina González-muriel López, Factores de riesgo del maltrato y abandono infantil desde una perspectiva multicausal , Aula: Vol. 8 (1996)
<< < 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >>
También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.