O Estadão, IDORT e Estado Novo: a práxis industrial e a formação do trabalhador brasileiro

Resumo

A presente pesquisa analisa as ações dos intelectuais industriais paulistas vinculados ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT) durante o período do Estado Novo (1937–1945). A investigação justifica-se pela intensa repressão política exercida pelo Governo Federal sobre esse grupo de intelectuais no contexto do regime varguista. Entretanto, suas formulações e intervenções no campo educacional não foram ineficazes e, por isso, merecem ser analisadas, uma vez que permitem identificar elementos de convergência entre o projeto educacional defendido pelos intelectuais paulistas e determinadas diretrizes do governo Vargas, apesar do acentuado antagonismo político entre esses grupos. O estudo tem como objetivo identificar o projeto cultural delineado por esses intelectuais em favor do processo de industrialização em curso. Para tanto, adota como fontes documentais o acervo da Revista do IDORT (posteriormente intitulada Revista de Organização Científica), o jornal O Estado de S. Paulo e a legislação educacional vigente nas esferas federal e estadual paulista.

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Biografia do Autor

Alexandre de Britto Redondo

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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutor em Educação pelo programa de pós-graduação em Educação: História, Política, Sociedade, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, Brasil). 

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