A centralização do poder e o papel do Estado no pensamento de Alberto Torres (1865-1917)
Resumo
As ideias de Alberto Torres (1865–1917), político, jurista e intelectual brasileiro, constituem o objeto de análise deste trabalho. Sua atuação abrangeu os três poderes do Estado republicano brasileiro, o que lhe possibilitou conhecer o funcionamento do poder a partir de seu interior. Assim, este artigo discute os aspectos do pensamento de Torres relacionados à centralização do Estado, analisando, por exemplo, sua concepção de desenvolvimento econômico para o país. Em sua perspectiva, o Brasil deveria optar pela via agrária, por se tratar de um setor no qual o país possuía forte aptidão em razão da ampla disponibilidade de terras. Nesse sentido, o Estado assumiria papel fundamental, atuando como condutor do processo de modernização e progresso nacional. Para tal, recorremos às obras do autor com o objetivo de analisar suas ideias e reflexões acerca dos problemas nacionais.
- Referencias
- Cómo citar
- Del mismo autor
- Métricas
Basile, M. (2009). O laboratório da nação: a era regencial (1831–1840). In K. Grinberg & R. Salles (Orgs.), O Brasil imperial (Vol. 2, pp. 53–104). Civilização Brasileira.
Bariani, E. (2007). Estado demiurgo: Alberto Torres e a construção nacional. Annablume.
Bobbio, N., & Bovero, M. (1996). Sociedade e Estado na filosofia política moderna. Brasiliense.
Bourdieu, P. (2006). A ilusão biográfica. In M. M. Ferreira & J. Amado (Orgs.), Usos & abusos da história oral (pp. 183–191). Editora FGV.
Carvalho, J. M. de. (2008). A construção da ordem: a elite política imperial; Teatro de sombras: a política imperial. Civilização Brasileira.
Fernandes, M. F. L. (1997). Crise e reorganização nacional: o pensamento de Alberto Torres [Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo].
Favoretti, J. P. de S. (2024). O conceito de democracia no pensamento político de Alberto Torres. In M. L. Martins & I. S. Machado (Orgs.). Caminhos do Pensamento Social Brasileiro (Vol. 3). Pimenta Cultural.
Koselleck, R. (2006). Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Contraponto.
Löwy, M. (1985). Ideologias e ciência social: elementos para uma análise marxista. Cortez.
Mattos, I. R. de. (1987). O tempo saquarema. HUCITEC.
Morel, M. (2003). O período das Regências (1831–1840). Jorge Zahar.
Motta Filho, C. (1931). Alberto Torres e o thema da nossa geração. Schmidt.
Neves, L. B. P. das, & Ferreira, T. M. B. C. (2018). Livreiros, impressores e autores: organização de redes mercantis e circulação de ideias entre a Europa e a América (1799–1831). In L. Granja & T. R. de Luca (Orgs.), Suporte e mediadores: a circulação transatlântica dos impressos (1789–1914) (pp. 81–108). Editora da UNICAMP.
Pimenta, J. P. (2012). Tempos e espaços das independências: a inserção do Brasil no mundo ocidental (c. 1780–c. 1830) [Tese de livre-docência, Universidade de São Paulo].
Reis, A. F. (2022). Emoção e patriotismo nos jornais da independência (1821–1823) [Tese de doutorado, Universidade Federal do Espírito Santo].
Salles, R. H. (2012). O Império do Brasil no contexto do século XIX: escravidão nacional, classe senhorial e intelectuais na formação do Estado. Almanack, (4), 5–45. https://doi.org/10.1590/2236-463320120401
Torres, A. (1909). Vers la paix. Imprensa Nacional.
Torres, A. (1913). Le problème mondial: études de politique internationale. Imprensa Nacional.
Torres, A. (1978). A organização nacional: primeira parte, a Constituição. Companhia Editora Nacional.
Torres, A. (1978). O problema nacional brasileiro: introdução a um programa de organização nacional. Companhia Editora Nacional.
Torres, A. (2001). As fontes da vida no Brasil. Ebooks Brasil.