Protestas indígenas en Pará en el contexto de la COP30

Resumen

Este artículo tiene como objetivo analizar los repertorios de protesta del movimiento indígena en el estado de Pará a partir de la controversia en torno a la Ley n.º 10.820/2024, que regula la educación escolar indígena. Metodológicamente, la investigación se basa en el análisis cualitativo de la cobertura periodística de las protestas, de la comunicación del movimiento en la plataforma Instagram y en una visita de campo a la Secretaría de Estado de Educación, que permaneció ocupada durante un mes por el movimiento indígena. El análisis se centra en los repertorios contenciosos e institucionales movilizados por el movimiento indígena, así como en los marcos interpretativos de la protesta relacionados con la celebración de la COP30 en Belém, en 2025, examinados desde una perspectiva crítica. Los resultados ponen de manifiesto la existencia de diferentes tácticas de confrontación y de interacción entre la sociedad y el Estado, la centralidad del protagonismo de las mujeres indígenas, la modulación de las reivindicaciones y las tensiones internas del movimiento.

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Biografía del autor/a

Rayza Sarmento

,
Universidade Federal do Pará

Profesora de la Facultad de Ciencias Sociales y del Programa de Posgrado en Ciencia Política de la Universidade Federal do Pará (UFPA, Brasil).

Leonardo Barros Soares

,
Universidade Federal de Viçosa

Profesor del Departamento de Ciencias Sociales de la Universidade Federal de Viçosa (UFV, Brasil).

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