Concentración y centralización del complejo económico-industrial de la salud en el territorio brasileño: articulaciones interscalares entre lugar, formación socioespacial y mundo
Resumen
Desde mediados del siglo XX, la producción de insumos médico-hospitalarios ha adquirido una creciente centralidad, culminando en la conformación de complejos económico-industriales de la salud en un número limitado de países, entre ellos Brasil. Este sector se ha vuelto estratégico en las economías capitalistas debido a su papel en la articulación entre la innovación científico-tecnológica, la producción industrial y la generación de un elevado valor agregado. En el territorio brasileño, la descentralización del Sistema Único de Salud (SUS), en lo que respecta al acceso a los servicios, no estuvo acompañada por una correspondiente desconcentración de la base productiva. Por el contrario, la estructura económico-industrial de la salud permanece fuertemente centralizada en determinadas porciones del territorio, especialmente en las regiones históricamente más industrializadas. Esta configuración reproduce, a escala nacional, la lógica jerarquizada que organiza los complejos económico-industriales de la salud a escala mundial, marcada por la coexistencia entre la dispersión selectiva de las plantas productivas y la centralización del mando productivo, de la innovación y del control de los flujos estratégicos de insumos.
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