¿Cómo crear políticas públicas para un grupo identitario invisibilizado? Mujeres que se convierten en madres durante internamiento antes de la Reforma Psiquiátrica brasileña

Resumen

¿Cómo es posible diseñar políticas públicas para un grupo de agentes sociales que desconocemos? Esta es una cuestión que surge de una investigación cualitativa que analiza la maternidad en el contexto de los manicomios (1958-2001). Los casos analizados son anteriores a la Reforma Psiquiátrica brasileña —marco temporal de la investigación— y ponen de manifiesto que el manicomio (Goffman, 2015) forma parte de un “engranaje social perverso” (Alves, 2023), que reproduce la exclusión y la marginación de las mujeres. La población de la muestra de difícil acceso está compuesta mayoritariamente por mujeres negras, socialmente vulnerables, que se encuentran embarazadas en el momento del ingreso involuntario. Con su institucionalización de ellas, las maternidades quedan reguladas por el manicomio. Los métodos y técnicas de investigación social utilizados en la recopilación de datos empíricos son entrevistas narrativas (Rosenthal, 2014), datos visuales (Bauer; Gaskell, 2015), análisis documental (Flick, 2023) y el punto de partida de la investigación son las historias de vida narradas (Rosenthal, 2014). La investigación, situada en el paradigma interpretativo, “toma los relatos de las entrevistadas como referencia analítica” (Rosenthal, 2014), con el objetivo de centrarse en las experiencias y perspectivas de madres e hijas. El artículo presenta el enfoque del campo de investigación, la interpretación de los datos empíricos y aborda brevemente la ausencia de políticas públicas específicas para esta población, que en la fase inicial de la investigación es considerada inexistente por algunas de los entrevistados.

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Biografía del autor/a

Daniele S. Filgueiras da Silva Alves

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Universidade Federal Fluminense

Doctoranda en Sociología en el Programa de Posgrado en Sociología de la Universidade Federal Fluminense (UFF, Brasil).

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