¿Democracia anembrionaria? El deterioro sociopolítico de Brasil tras el impeachment

Darcon SOUSA

Resumen


La democracia brasileña, como en la gestación anembrionaria – en la que los aparentes síntomas de embarazo debidos a la acción de las hormonas no se corresponden con la presencia de un embrión – no ha encontrado en las instituciones formales constituidas valores y prácticas capaces de resguardar el desarrollo de una democracia sustancial. En distintos períodos de la historia del país, el impulso inicial en dirección a una mayor participación política e inclusión social se ha visto interrumpido por movimientos abruptos de intervención en el curso de la democracia. En 2016, una combinación de intereses de la oposición partidaria, del  oligopolio de la comunicación y de sectores del poder judicial, creó las condiciones para el impeachment de la presidenta Dilma Rousseff por incumplimiento de las leyes presupuestarias. Bajo el rito formal de las instituciones, el golpe parlamentario aseguró el retorno de los conservadores al poder y puso en marcha una agenda de regresión social y de autoritarismo, con amplio apoyo de sectores ideológicamente contrarios al gobierno anterior. Como resultado, el proyecto democrático en Brasil se presenta una vez más amenazado y las señales de ello repercuten en el agravamiento de los problemas sociales. En este trabajo, analizamos los factores que determinaron el deterioro de la democracia brasileña y la profundización del golpe parlamentario que impide la fecundación de una democracia sólida en el país.


Palabras clave


Democracia; golpe parlamentario; regresión social.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14201/reb2019612135149

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