Garum na Lusitania rural? Alguns comentarios sobre o povoamento romano do Algarve

Carlos FABIÃO

Resumen


RESUMO: Em 1987, J. C. Edmonson, na tese que consagren á exploragáo dos recursos mineiros e marinhos na Lusitánia, tentou tratar de um modo sistemático e racional o heterogéneo conjunto de informa^oes disponíveis sobre cetariae, fornos de ánforas e articulá-lo com as formas de povoamento da antiga provincia romana do extremo ocidental da Hispania. Esbogou, entáo, um modelo de explicagáo, retomado em texto posterior (Edmonson, 1990), que tentava cobrir as diversas realidades observadas. Em sua opiniáo, a exploragáo de recursos marinhos, produfáo de preparados de peixe e contentores para os exportar poderla enquadrar- se em tres regimes diferentes, embora, naturalmente, complementares: um sediado em centros urbanos do litoral, outro instalado em centros ivici) de carácter suburbano e um terceiro, de ámbito rural, associado ao povoamento de tipo villa. Este último regime seria particularmente observável no Algarve, onde a exploragáo destes recursos assumiria um carácter subsidiario das actividades agrícolas (Edmonson, 1987; 129). Na sua opiniáo, os preparados de peixe produ- 2idos neste mundo rural destinavam-se fundamentalmente ao autoconsumo, com um eventual escoamento dos magros excedentes para os centros urbanos mais próximos, em contentores de morfología peculiar, as «local type amphoras» (Edmonson, 1987: 276-278 e 1990: 137).

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